O momento atual escancarou as falhas em nosso modo de vida. Os sintomas na sociedade e no planeta se tornam cada vez mais agudos, acelerados e impossíveis de ignorar.
Diante de tantos desafios, muitas vezes nos pegamos simplesmente ou desconstruindo o presente (apontando os problemas já conhecidos) ou projetando o futuro (afinal, no papel, sabemos o que precisa ser feito).
Mas, entre esse presente e esse futuro, existe um espaço poderoso e, ao mesmo tempo, desconfortável e trabalhoso de ocupar: o da esperança ativa. Em outras palavras, abraçar a realidade e agir a partir dela. É nesse lugar que fazemos a nossa compostagem, transformando o que não nos serve mais em (re)começo.
O Encontro Futuro Vivo traz ao palco, em sua segunda edição, nomes nacionais e internacionais que encontram beleza e força atuando nesse campo da travessia, do processo, da transição. Eles estarão reunidos para mais um dia de grandes reflexões sobre o futuro da vida no planeta, de forma corajosa e propositiva.
Uma realização da Vivo, com curadoria da Mandalah, o evento acontecerá dia 1º de setembro de 2026, no Teatro Vivo, em São Paulo, e terá transmissão online ao vivo pelo Terra, para todo o Brasil.
A plataforma funciona por meio de um mapa mundi interativo. O acervo abrange uma ampla variedade de setores econômicos e atividades de grande impacto, divididos por categorias temáticas. Entre os principais focos catalogados estão disputas relacionadas à mineração, exploração de combustíveis fósseis, construção de barragens e megaprojetos de infraestrutura, expansão do agronegócio entre outros.
Criado em 2014 por Luis Cassiano no Parque Arará, em Benfica, zona norte do Rio, o Teto Verde Favela cobre lajes com plantas tropicais resistentes ao calor, num sistema leve e de baixo custo. A ideia nasceu de um problema sentido na pele, já que a sensação térmica na comunidade chega a 60 graus. As medições mostram até 15 graus a menos dentro de casa em relação às vizinhas sem cobertura verde. Hoje são mais de vinte lajes no Parque Arará, além de pontos de ônibus, food trucks e creches, tudo sem financiamento externo.
Para salvar as linhas de ferro chinesas, do avanço do deserto, um tabuleiro de xadrês de palha, foi plantado.
Coalizão cosmopolítica fundada no sul da Bahia que articula camponeses, indígenas (Tupinambá, Pataxó Hã-hã-hãe), quilombolas, pescadores, povos de terreiro, estudantes e ativistas urbanos em torno da agroecologia e da defesa de territórios. Organiza bancos de sementes crioulas, restauração de biomas, mutirões agroecológicos e formações políticas. O argumento é a ideia de que a regeneração ecológica e a regeneração política são inseparáveis. A Teia não separa "plantar" de "resistir": ao reunir mais de 30 movimentos sob uma lógica de rede (não de representação hierárquica), ela regenera a própria gramática da organização política, propondo um modelo horizontal e plurinacional que supera a estrutura partidária do século XX.
Rede global multi-institucional formada por universidades, ONGs e empresas de tecnologia que monitora mudanças no uso e cobertura do solo em diferentes territórios. Lançada no Brasil em 2015 e hoje ativa em 14 países da América do Sul e Indonésia, produz a base de dados espaciais sobre uso da terra mais atualizada e detalhada do mundo — com toda a metodologia em código aberto, gratuita e pública. O argumento é a regeneração da capacidade de ver. Em um país que historicamente apagou seus rastros de devastação, o MapBiomas cria uma memória territorial pixel a pixel desde 1985 — tornando o desmatamento visível, nomeável e juridicamente acionável. Ao democratizar dados satelitais com machine learning e código aberto, ele regenera a soberania da sociedade civil sobre o que acontece com o seu território.
Um modelo de planejamento urbano policêntrico onde as necessidades diárias essenciais dos cidadãos (trabalho, moradia, alimentação, saúde, educação, cultura e lazer) podem ser acessadas em apenas 15 minutos de caminhada ou bicicleta a partir de suas casas.
Plataformas flutuantes feitas de plástico que cultivam algas capazes de remover nutrientes em excesso e poluentes da água, contribuindo para a regeneração de rios, lagos e lagoas urbanas.
Sistema bioclimático e bio-inspirado de plantio que funciona como uma "incubadora ecológica", aumentando drasticamente a sobrevivência de mudas nativas em áreas degradadas sem o uso de insumos químicos ou irrigação contínua.