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Uma criação colaborativa

Viveiro

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ICODOS - O esgoto que vira combustível

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Luiza Sarmento
A ICODOS é uma empresa de desenvolvimento tecnológico sediada na Alemanha que oferece soluções inovadoras para a produção de e-metanol. Nosso processo híbrido patenteado captura o CO₂ dos gases residuais industriais e o converte — com eletricidade renovável e hidrogênio verde — em e-metanol líquido: um combustível substituto para o transporte marítimo e uma matéria-prima para a indústria química.
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Canal Design Regenerativo Brasil: +100 vídeos de entrevistas e aulas gratuitas

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Natalí Garcia
Canal de vídeos criado em 2021 como camada aberta do movimento Design Regenerativo Brasil, articulado por Flavia Vivacqua desde 2016. Reúne entrevistas e aulas gratuitas sobre design de culturas regenerativas, liderança regenerativa, biorregionalismo, educação regenerativa, pensamento sistêmico e economia regenerativa, com convidados de campos distintos, da ecologia à tecnopolítica. O canal opera como porta de entrada de um ecossistema maior, que inclui a Escola da Regeneração, comunidades temáticas e programas pagos de formação. Da mesma linhagem vieram o Ciclo Design Regenerativo, que trouxe Daniel Christian Wahl ao Brasil em parceria com a Conexão Ecossocial e o Goethe-Institut São Paulo, e a publicação de seu livro em português.
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Festival Arte Serrinha: arte contemporânea dentro de uma floresta em restauração

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Natalí Garcia
Festival realizado todo mês de julho na Fazenda Serrinha, em Bragança Paulista, desde 2002, e hoje em sua 24ª edição. Ocupa a fazenda, o Centro Cultural Serrinha e o Galpão Busca Vida com residências, oficinas, masterclasses, shows, cinema e mesas de conversa em música, teatro, literatura, cinema e artes visuais. O tema de 2026, Portunhol Selvagem, reúne artistas de sete países sul-americanos em torno de uma linguagem híbrida feita de mistura de línguas, territórios e imaginários. A programação atravessa registros que raramente convivem: cerâmica Mapuche com queima coletiva em forno escultural, poesia falada e slam, design gráfico por colagem de material impresso do cotidiano, leitura performativa de Macunaíma, pintura mural, laboratório de documentário, festival infantil com tintas minerais e vegetais, e um laboratório de paisagismo sintrópico em que os participantes intervêm na paisagem e implantam um jardim. Há política de meia-entrada para estudantes, professores da rede pública, idosos, pessoas com deficiência, pessoas autodeclaradas negras, indígenas e LGBTQIAP+, programa de bolsas, e gratuidade para as crianças da Serrinha, do Morro Grande e da Água Comprida.
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Fazenda Serrinha e a Transformação da Paisagem

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Natalí Garcia
Propriedade de 120 hectares na região bragantina, em São Paulo, comprada em 1899 para plantar café e mantida por cinco gerações da mesma família. Depois do café vieram pastos, eucalipto e, no fim dos anos 1980, uma olaria que degradou as áreas de extração de argila. Em meados dos anos 1990, o impacto da própria olaria e a urbanização do entorno levaram a família a mudar de rumo: a olaria foi desativada em 1997 e a terra passou a ser recuperada pelos princípios da sucessão natural em sistemas agroflorestais. Em 2001 tornou-se Reserva Particular do Patrimônio Natural, com preservação perpétua. Hoje mantém 30 hectares em restauração pelo Programa Nascentes, integra o projeto Semeando Água do Instituto Ipê e abriga imersões, residências, ações educativas e o Festival de Arte Serrinha. Suas nascentes formam cabeceiras da bacia do Piracicaba e alimentam o Sistema Cantareira. O argumento é a regeneração da vocação de uma terra. Por dois séculos a pergunta sobre o que uma propriedade rural deve produzir foi respondida pela mercadoria que o mercado pedia. A Serrinha responde água, floresta conectada, pesquisa e encontro. Confira Bate-papo com Marcelo Delduque: Serrinha e a paisagem em transformação: https://www.youtube.com/watch?v=fkaprdlcbhs
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Ambiental

Gramáticas da Natureza - experiências de encontro sensível com a Natureza

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Natalí Garcia
Gramáticas da natureza é um projeto que une arte, ciência e educação para aproximar as pessoas da natureza. Articula dimensões pedagógicas, científicas e estéticas para desenvolver experiências de encontro sensível com a natureza que possam ser corporificadas. A partir da ideia Goetheana de aproximação íntima entre sujeito e objetos, entendemos a necessidade do desenvolvimento de linguagem para o estabelecimento de diálogos com o mundo natural e expressão de seus fenômenos. E se é na infância que as linguagens melhor se desenvolvem, criamos propostas que estimulam o estado de infância em pessoas de todas as idades, como estado de abertura e maravilhamento em que a primazia da curiosidade guia os encontros.
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Rede Ecovida de Agroecologia e a Certificação Participativa em Rede

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Natalí Garcia
Rede de agricultores familiares, ONGs e consumidores criada em 1998 no Sul do Brasil, a partir da articulação de organizações que se opunham à revolução verde e ao agronegócio. Reúne cerca de 27 núcleos regionais em mais de 350 municípios, com centenas de grupos de agricultores e milhares de famílias envolvidas. Sua contribuição está no modo como o selo orgânico é emitido. Em vez de auditoria por inspetor externo, a Rede opera por Certificação Participativa em Rede: os próprios agricultores visitam as propriedades uns dos outros, acompanhados de técnicos e consumidores, e uma comissão de avaliação valida cada unidade. A organização se dá em grupos locais que compõem núcleos regionais, chamados de nós, com coordenações estaduais que ocupam papel secundário diante das bases. A Associação Ecovida de Certificação Participativa responde legalmente pelo sistema, credenciada junto ao Ministério da Agricultura. O sistema de gestão da certificação é publicado sob licença livre. O argumento é a regeneração do mecanismo de confiança. A certificação convencional resolve a desconfiança terceirizando-a: paga-se um auditor externo para atestar o que ninguém mais consegue ver, o que exclui quem não pode arcar com o custo nem com a burocracia. A Ecovida faz o caminho inverso e converte a verificação em relação de vizinhança, onde o custo do processo é tempo compartilhado e o subproduto é conhecimento que circula entre quem produz. A prática nasceu como alternativa marginal e terminou incorporada à legislação brasileira de orgânicos, o que a torna uma semente com prova de germinação institucional.
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Cartografia da Percepção Popular do Orçamento Participativo em Belo Horizonte

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Natalí Garcia
Pesquisa do grupo Indisciplinar que recupera o Orçamento Participativo de Belo Horizonte a partir da percepção de quem o viveu, e não do registro institucional. Implantado em 1993 e desacelerado a partir de meados dos anos 2000, o OP destinava parte do orçamento municipal à decisão conjunta com a sociedade civil, com foco em territórios vulnerabilizados. A primeira fase da pesquisa, concluída em maio de 2020, tratou da vinculação do OP aos Planos Globais Específicos em três territórios: Vila Senhor dos Passos, Pedreira Prado Lopes e Vila Primeiro de Maio. A fase atual recolhe também as narrativas de agentes públicos, técnicos e gestores, e prepara estudos comparativos com experiências de outros lugares do Brasil e do mundo. O método é a Cartografia Indisciplinar, hibridação entre a cartografia de Deleuze e Guattari e a Teoria Ator-Rede de Latour. Em vez de análise estrutural fechada, a pesquisa opera por dispositivos cartográficos: jogos, oficinas de mapeamento e entrevistas, apostando na sobreposição de narrativas para revelar desvios e rupturas que os métodos tradicionais não alcançam.
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Social

Curando Relações

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Vivian Rodrigues
Curando Relações é uma iniciativa de educação relacional que parte de uma pergunta simples: como podemos aprender a construir relações mais conscientes, respeitosas e possíveis? O projeto nasceu no contexto da extensão universitária e vem sendo experimentado em diferentes territórios, incluindo ações em Valença (RJ) e no Projeto Rondon. A partir dessas experiências, o Curando Relações está se transformando em uma plataforma de educação relacional que reúne conteúdos, jornadas de aprendizagem, experiências síncronas e assíncronas, palestras, cursos e ferramentas para apoiar pessoas no desenvolvimento de competências relacionais. A proposta é aproximar conhecimentos sobre comunicação não violenta, educação emocional, autoconhecimento, empatia, autorresponsabilidade, limites e resolução de conflitos das situações concretas da vida: conversas difíceis, rupturas, diferenças, conflitos familiares, relações de trabalho, amizades, vínculos afetivos e decisões sobre como queremos nos relacionar. O Curando Relações parte da compreensão de que a qualidade das relações não depende apenas de boas intenções. Depende também de repertório, consciência emocional, capacidade de escuta, negociação de necessidades e disposição para reconhecer a própria responsabilidade e os limites do outro. Por isso, o projeto busca transformar conhecimentos que muitas vezes permanecem restritos aos livros, cursos ou espaços terapêuticos em experiências educativas acessíveis e aplicáveis ao cotidiano. A semente que o Curando Relações deseja cultivar é uma cultura na qual habilidades relacionais sejam reconhecidas como parte da educação para a vida. Um futuro em que saber conversar, escutar, estabelecer limites, lidar com conflitos, reparar danos e cuidar dos vínculos seja tão importante quanto aprender conteúdos acadêmicos ou desenvolver competências profissionais. O projeto está em processo de expansão e experimentação, buscando criar jornadas educativas que possam ser realizadas por diferentes públicos, territórios e instituições, conectando educação, desenvolvimento humano e transformação social. No começo, perguntamos como aprender a construir relações mais conscientes, respeitosas e possíveis. Hoje, essa pergunta se desdobra em outra: como construir um futuro com pessoas capazes de se relacionar de outra maneira?
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Jornada H – Homens, Histórias e Horizontes

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Izabel Sousa

A Jornada H – Homens, Histórias e Horizontes é uma iniciativa de desenvolvimento humano e transformação das masculinidades que cria espaços seguros de diálogo, escuta, reflexão e responsabilização para homens.

A Jornada parte da compreensão de que nossas formas de ser homem, sentir, cuidar e nos relacionar são construídas ao longo da vida e podem, portanto, ser revisitadas e transformadas. Por meio de Círculos Restaurativos, rodas de diálogo, vivências e processos educativos, os participantes são convidados a olhar para suas histórias, reconhecer padrões, ampliar repertórios emocionais e relacionais e construir novas possibilidades de convivência consigo mesmos, com as mulheres, com outros homens, com suas famílias e comunidades.

Um de seus campos de atuação é o trabalho com homens autores de violência, em articulação com o Sistema de Justiça, utilizando práticas restaurativas para favorecer processos de reflexão, responsabilização e prevenção de novas violências. A proposta, entretanto, é mais ampla: contribuir para a construção de masculinidades mais conscientes, cuidadoras, responsáveis e comprometidas com relações baseadas no respeito, na equidade de gênero e na cultura de paz.

Mais do que dizer aos homens como devem ser, a Jornada H os convida a percorrer um caminho: reconhecer suas histórias, compreender o presente e ampliar as possibilidades de escolha sobre os homens que desejam ser e as relações que desejam construir.

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