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Uma criação colaborativa

Viveiro

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Naveia

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Natalí Garcia
Uma empresa de "deleite" vegetal (bebida de aveia) com um forte posicionamento ativista pelos direitos animais e pela transição alimentar. O argumento da Naveia reside na substituição sistêmica. Ao atacar a indústria de laticínios — uma das mais intensivas em uso de terra, água e emissão de metano no Brasil —, eles buscam regenerar a viabilidade do planeta através da mudança de dieta. Além disso, a empresa tem como premissa a regeneração econômica e social dos produtores: eles trabalham em projetos para ajudar produtores de leite a transicionarem para o cultivo de aveia e outros vegetais, protegendo o sustento dessas famílias em uma economia pós-pecuária.
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Biodefenser - Controle e combate à incêndios florestais

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Luiza Sarmento
As estudantes Mariah Fraulo Cavalcante e Taciane Beatriz Ferreira, do curso de Biotecnologia, da PUC - PR, criaram uma solução que promete contribuir para a mitigação de incêndios florestais por meio de um retardante de chamas não tóxico, que não causa danos ao solo, à vegetação ou à fauna.
biodefenser---controle-e-combate-a-incendios-flore-1788202215850
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Ambiental
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Sistema Agrifotovoltaico - Geração de energia limpa e alimento.

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Luiza Sarmento
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) inaugurou, na tarde de 14 de outubro, o Sistema Agrifotovoltaico instalado no Laboratório de Energia Solar Fotovoltaica, no Sapiens Parque, em Florianópolis. Participaram do evento o reitor, Irineu Manoel de Souza; o superintendente de Projetos da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq), William Gerson Matias; o professor Ricardo Rüther, e a pesquisadora Marília Braga, do laboratório. A nova infraestrutura é considerada um marco para a pesquisa em energia solar na instituição e um passo decisivo na transição para um modelo energético mais sustentável e eficiente, alinhado às demandas da sociedade. Desenvolvido em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o sistema integra, no mesmo terreno, a geração de eletricidade por meio de painéis solares e a produção agrícola. O objetivo é avaliar a viabilidade técnica, econômica e ambiental dessa combinação, utilizando áreas tradicionalmente dedicadas ao cultivo para também abrigar placas fotovoltaicas – seja em estruturas elevadas sobre as plantações, seja em cercas solares. Com isso, busca-se ampliar o aproveitamento do solo, produzir energia limpa e manter a eficiência produtiva das lavouras.
sistema-agrifotovoltaico---geracao-de-energia-limp-1788201564021
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Institucional/Governança

Atoco - máquina que coleta água do ar seco

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Luiza Sarmento
O vencedor do prêmio Nobel de química de 2025, O professor Omar Yaghi, desenvolveu uma tecnologia capaz de oferecer água potável mesmo em contextos de extrema vulnerabilidade, como catástrofes climáticas. A química reticular para criar materiais com engenharia molecular, é capaz de extrair umidade do ar e coletar água mesmo em condições áridas e desérticas. Com unidades do tamanho de um contêiner de transporte de 20 pés e alimentadas inteiramente por energia térmica de baixíssima qualidade, poderiam ser instaladas em comunidades locais para gerar até 1.000 litros de água potável por dia, mesmo que as fontes centralizadas de eletricidade e água fossem interrompidas por secas ou danos causados ​​por tempestades.
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Social
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Econômico

Warka Water - Captação de água potável da neblina, neve e orvalho.

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Luiza Sarmento
A Warka Water Inc. é uma organização sem fins lucrativos 501(c)(3) comprometida com o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis ​​para alguns dos desafios mais urgentes da humanidade. Segundo o arquiteto idealizador Arturo Vittori além de combater a escassez de água, a Warka Water evoluiu para uma plataforma de desenvolvimento holístico. As iniciativas abrangem saneamento, habitação, agricultura sustentável, educação e geração de renda. Cada projeto é concebido como uma solução integrada, culturalmente enraizada, ambientalmente consciente e impulsionada pela comunidade, visando elevar populações vulneráveis, restaurar a dignidade e construir resiliência a longo prazo.
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Ambiental

Parque Linear Tiquatira e o Plantador de Árvores

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Natalí Garcia
Corredor verde de cerca de 3,2 quilômetros e 320 mil metros quadrados às margens do córrego Tiquatira, na zona leste de São Paulo, onde antes havia um depósito de lixo e entulho. A área reúne mais de 40 mil árvores de cerca de 160 espécies da Mata Atlântica. O plantio começou em 2003 por iniciativa de Hélio da Silva, aposentado morador da região, e a área foi reconhecida pela prefeitura em 2008 como o primeiro parque linear da cidade. O percurso combina persistência e critério ecológico. As primeiras 200 mudas foram destruídas por vandalismo, as 400 seguintes também, e a terceira tentativa saltou para cerca de 5 mil, plantadas ao longo de anos. O plantio seguiu regras próprias, entre elas a de uma espécie frutífera nativa a cada doze mudas, o que trouxe pau-brasil, cambucá, araçá e amora para o terreno e atraiu de volta cerca de 45 espécies de aves. Em 2005 ele procurou a Secretaria do Meio Ambiente em busca de apoio, e o reconhecimento oficial veio três anos depois, o que converteu uma ação individual em política pública de área verde.
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A Baía que nos Conecta: as águas da Guanabara contadas por quem vive nelas

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Natalí Garcia
Websérie documental em quatro episódios produzida pelo LivMundi em parceria com a Cardume Filmes. A série percorre histórias, comunidades e territórios sagrados da Baía de Guanabara, revelando contrastes, desafios e resistências de um ecossistema que influencia a vida de quase 10 milhões de pessoas. O LivMundi atua desde 2016 com iniciativas de arte, cultura e educação voltadas à consciência social e ecológica. A escolha central está no ponto de vista. A baía aparece pelas memórias e vínculos de quem habita suas margens, e não pelos indicadores de poluição que costumam monopolizar sua representação pública. Os territórios sagrados entram como camada de sentido, o que traz a espiritualidade das águas para dentro da conversa ambiental. A circulação acontece em formato aberto e articulada à programação presencial do festival, com exibições em territórios da própria região metropolitana, como São Gonçalo, acompanhadas de rodas de conversa sobre justiça ambiental e espiritualidade das águas.
a-baia-que-nos-conecta-as-aguas-da-guanabara-cont-1788198567380
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Ambiental
Econômico

Sargaço - De problema no litoral à solução na construção civil.

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Luiza Sarmento
Agência FAPESP* –Thais Szegö | Agência FAPESP – Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma argila cerâmica mais leve que a normalmente utilizada na construção civil graças à adição de algas do gênero Sargassum no processo de fabricação. Comuns na região central do oceano Atlântico, essas algas marrons – também conhecidas como sargaço – têm se deslocado em grandes quantidades para praias do Caribe, dos Estados Unidos e da região Norte brasileira, onde tornaram-se um problema. Seu acúmulo nas praias pode trazer efeitos nocivos à saúde humana por causa dos gases emitidos durante a decomposição, além de prejudicar o turismo, a pesca e a biodiversidade local. Agência FAPESP* –Thais Szegö | Agência FAPESP – Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma argila cerâmica mais leve que a normalmente utilizada na construção civil graças à adição de algas do gênero Sargassum no processo de fabricação. Comuns na região central do oceano Atlântico, essas algas marrons – também conhecidas como sargaço – têm se deslocado em grandes quantidades para praias do Caribe, dos Estados Unidos e da região Norte brasileira, onde tornaram-se um problema. Seu acúmulo nas praias pode trazer efeitos nocivos à saúde humana por causa dos gases emitidos durante a decomposição, além de prejudicar o turismo, a pesca e a biodiversidade local. “Normalmente, o sargaço é coletado e descartado em aterros sanitários sem qualquer uso prático. Por isso, decidimos pesquisar uma forma de aproveitar essa grande quantidade de biomassa nas praias”, conta João Adriano Rossignolo, professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA-USP), que coordenou o estudo. Em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o grupo da USP testou o uso da alga na fabricação de argilas cerâmicas, utilizadas na construção civil para diminuir o peso do concreto, em lajes para melhorar o conforto térmico e na jardinagem. A investigação contou com apoio da FAPESP. O sargaço foi incorporado às amostras nas proporções de 20% e 40% – e também 0%, para comparação. Em seguida, as amostras foram moldadas e sinterizadas (processo que compacta a argila por calor, tornando-a sólida) a temperaturas de 800 °C, 900 °C e 1.000 °C em fornos convencionais e de micro-ondas. Material é usado para diminuir o peso do concreto, para melhorar o conforto térmico em lajes e em jardinagem (foto: João Adriano Rossignolo/FZEA-USP) Com os materiais prontos, foram realizados diversos ensaios para avaliar fatores como absorção de água, porosidade e resistência à compressão. Além disso, foi feita uma comparação entre o ciclo de vida (metodologia que avalia os impactos ambientais de um produto desde a extração da matéria-prima até o descarte final) da argila expandida convencional e das diferentes formulações acrescidas de sargaço. Os resultados, publicados no Journal of Materials in Civil Engineering, indicam que a adição de sargaço levou a uma redução na densidade aparente dos agregados de argila cerâmica leve, especialmente na concentração de 40%. No entanto, apenas os materiais sinterizados em forno de micro-ondas atenderam aos requisitos de resistência para todas as temperaturas. Quanto ao ciclo de vida, as versões com sargaço apresentaram melhor desempenho ambiental em comparação à argila expandida comum. Isso levou os pesquisadores a concluir que os agregados de argila cerâmica leve com sargaço sinterizado em forno micro-ondas são uma alternativa viável para mitigar os prejuízos provocados pela grande quantidade da alga no litoral, com consumo reduzido de recursos naturais e maior eficiência energética. Além desse trabalho, a equipe avaliou a viabilidade de usar a alga na produção de painéis particulados, destinados à indústria de móveis e à construção civil, e em telhas de fibrocimento, colocando as cinzas de sargaço como substitutas do calcário. “Os resultados foram surpreendentes, pois conseguimos usar 30% de sargaço nos painéis e substituir 100% do calcário com as suas cinzas, com resultados que atendem plenamente às normas vigentes para esses produtos e melhoram a durabilidade e as propriedades mecânicas dos materiais”, diz Rossignolo. O artigo Life cycle assessment of lightweight ceramic clay aggregates sintered in a microwave oven with the incorporation of Sargassum spp. particles pode ser lido em: https://ascelibrary.org/doi/10.1061/JMCEE7.MTENG-20224.
sargaco---de-problema-no-litoral-a-solucao-na-cons-1788198390640
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LeNS: rede internacional de design para sustentabilidade

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Natalí Garcia
Learning Network on Sustainability, rede internacional de instituições de ensino superior e outras organizações voltada ao desenvolvimento e à difusão do design para a sustentabilidade em currículos e agendas de pesquisa. O LeNSlab do Politecnico di Milano atua como polo promotor e coordenador, com trajetória de projetos financiados pela União Europeia desde os anos 1990. Da rede original derivaram nós regionais, entre eles LeNS Africa, LeNS South America, LeNS China, LeNS India, LeNS Oceania e, mais recentemente, LeNS Colombia. O princípio declarado é o de uma ética multipolar, de aprender compartilhando e de acesso aberto.
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